Netflix em versão brasileira
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Já estava na hora de aparecer por aqui um serviço como o da Netflix, uma locadora de filmes on-line americana que propõe um modelo de negócios bem diferente do tradicional.
A ideia é o cliente pagar uma taxa mensal fixa para ficar com até n filmes em casa pelo tempo que desejar, sem se preocupar com taxas por atraso. Os filmes são retirados e devolvidos por correio, logo não há necessidade de lojas físicas e com isso o catálogo da locadora pode ser muito mais extenso que o de uma locadora comum.
Com esse modelo de locação, a empresa consegue atingir tanto ao grande público, quanto aos diferentes nichos de mercado, sem grandes diferenças no custo do atendimento a cada um deles. Esse é um dos grandes exemplos da economia do “long trail” (mas isso é um papo para outro post).
voltando ao assunto, ainda não fiquei muito animada com essa primeira versão brasileira, a Flexfilmes. Antes de tudo, o serviço não é baseado em envio por correio e sim por motoboys, o que encarece o preço de entrega, limita a área de abrangência e contribui ainda mais para o caos do trânsito nas grandes cidades.
Mas o que me decepcionou foi o site da empresa. O principal atrativo do serviço é seu catálogo de filmes on-line. Mesmo assim, o site não possui funcionalidades relativamente simples de um catálogo, como um campo para busca de filmes, filtros por diretor e atores ou páginas com detalhes dos filmes e ainda apresenta muitos erros na navegação, fazendo com que não seja possível o acesso a algumas gêneros.
Mas chega de ser dura com eles. Espero que acertem o serviço logo. Quando eu puder ver todos os filmes do Truffaut no catálogo pode ser que eu resolvar assinar. Claro que isso vai depender da resposta.



