Esse post resume minhas impressões gerais do evento. Prometo escrever mais objetivamente sobre cada uma das palestras que vi assim que possível.
O grande assunto do ano foi tags. Parece que todo o ano há um assunto dominante no Summit. Nos primeiro anos pairaram os na linha “Defining the damn thing” (Ou a eterna busca por uma definição convincente de arquitetura de informação). Nos anos seguintes, as estrelas foram como vender AI e debates sobre metodologias e documentação e finalmente navegação facetada. Mas parece que nunca um assunto tomou conta de tantos painéis como desta vez. Foram 7 palestras com “tags” em seus títulos, fora tantas outras sobre assuntos diversos que passaram pelo tema.
No terceiro dia do evento, já existia até uma piada pronta: toda apresentação deveria ter a infalível presença de um slide com uma tela do Flickr. Por falar nisso, não perca as fotos com a tag IAsummit06. (Prometo postar as minhas nesse fim de semana).
Mudando o foco de assuntos para pessoas, foi mundo bom dar uma “cara” a tanta gente que eu só conhecia através de listas de discussão e posts em blogs. E é incrível como todo mundo foi muito simpático e aberto a conversas. A melhor parte do evento são esses papos inesperados de onde surgem grandes idéias. Também foi muito legal ver como as pessoas estão envolvidas em divulgar e discutir o assunto.
Uma dessas pessoas é Donna Maurer, que chegou a chorar no enceramento do evento. Ela contou sobre as resoluções que tomou após sair dos dois Summits anteriores e como essas mudanças foram legais para sua carreira. Pensando nisso, eu também tenho uma resolução pós IA Summit: quero ser mais participativa na comunidade de arquitetos de informação, tanto nas iniciativas internacionais, quanto, principalmente, nas locais.
O primeiro passo para isso será tentar ajudar na organização e divulgação do que pode se tornar o primeiro IA Summit da América Latina. Sim, Javier Velasco, do Chile já conseguiu fazer com que muitos dos maiores nomes da AI no mundo confirmassem sua presença nesse evento que será uma grande oportunidade para todos que moramos pro lado de cá.
Fora essa resolução, o meu maior desafio depois do evento é descobrir como fazer para não deixar o trabalho acumulado (haja reuniões e e-mails) fazer com que eu esqueça todas a “grandes idéias” discutidas por lá. É muito complicado não fazer com que o dia-a-dia passe por cima de pensamentos menos práticos, mas vou começar tentando escrever um pouco sobre cada uma das palestras que vi, e convido (meus poucos) leitores a comentá-las. Depois quero me policiar para não deixar essas idéias morrerem.
Quem sabe eu não venha a aplicar algumas dessas idéias no trabalho diário em um futuro não tão distante?

Proprietários
É verdade as vezes temos idéias muito interessante mas falta tempo para colocar em pratica.
Please Leave a Comment!