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Petitpois » 2006 » April
Archive for April, 2006
04.04.06

A palestra pré-conferência do Information Architecture Institute - Parte 2

Arquitetura de Informação, IA summit 2006

A segunda palestra do dia foi, na verdade, um workshop. Harry Max falou sobre um conjunto de técnicas para potencializar o papel dos arquitetos de informação como agentes de mudança dentro das corporações.

Primeiro ele explicou brevemente sua metodologia, e em seguida propôs um exercício investigativo, “Quantifying the subjective” ou “quantificando o subjetivo”. Com esta atividade esperamos encontrar pontos críticos nos processos ou serviços oferecidos por uma empresa a partir de uma visão sistêmica da mesma.

O exercício consiste, primeiramente, na aplicação de uma série de perguntas a diferentes públicos relacionados à atividade pesquisada. Assim podemos descobrir quais são os pontos chave do processo do ponto de vista de seus diferentes públicos. Depois de definidos estes pontos, as entrevistas devem ser refeitas para que cada grupo dê notas para a importância e qualidade de cada ponto.

Como tudo isso é muito abstrato, Harry max resolveu ilustrar o processo com um assunto que bem conhecemos: Arquitetura de Informação. A sessão teve então seu momento “Defining the damn thing” em que todos os participantes montaram uma definição “bottom up” ou “de baixo para cima” do que seria a Arquitetura de Informação.

Tenho que dizer que essa foi uma das mais proveitosas conversas desse tipo que já tive, até por estar em um grupo com tipos de profissionais muito diferentes entre si. Mas não se anime, o mais próximo que chegamos de uma definição foi a seguinte: “Opor as forças da irrelevância.”

03.04.06

Brasileiros no IA summit 2006

Foto, Pessoal, IA summit 2006

Heloisa Siffert (Universidade de Maryland), Márcio Tristão (Globo.com), Livia Labate (Comcast), Laura Lessa (Globo.com), eu (AgênciaClick) e Matina Moreira (One digital).

Repararam que eu sou a única que não usa óculos?

03.04.06

A palestra pré-conferência do Information Architecture Institute - Parte 1

Arquitetura de Informação, IA summit 2006

Meu primeiro dia no summit foi dedicado à palestra pré-conferência do IAI, “Advanced IA Topics - Next Horizons for Information Architecture“. É complicado eleger o melhor momento do evento, mas, de modo geral, esse foi o melhor dia. Havia pouca gente na sala, os palestrantes foram ótimos, falaram de assuntos muito releventes e todo mundo que estava assistindo tinha muito o que acrescentar nas discussões.

O primeiro a falar nesse dia foi Dan Brown (não, não é o mesmo que escreveu o Código Da Vinci), quem eu conhecia da série de artigos sobre documentação no Boxes and Arrows. Apesar de ele estar escrevendo um livro sobre esse assunto que deverá ser lançado em julho, o tema da palestra foi bem difefente. Dan falou sobre o uso da linguística cognitiva em content managment sistems (CMSs).

Ele começou sua fala com uma visão geral de Lakoff, a grande fonte de linguística cognitiva para arquitetos de informação. Lakoff propõe um novo olhar para as categorizações, quebrando a idéia clássica de que categorias são baldes e que cada coisa pertence a apenas um balde.

O livro onde Lakoff defende essa idéia é “Women, fire and dangerous things“, uma fonte de referência muito importante para a arquitetura de informação, mas cuja leitura completa é complicada (tenho que confessar que não passei da página cem, mas o que li mudou minha forma de ver muitas coisas).

A parte central do pensamento de lakoff aplicado à AI é seu conceito de categorias. Para ele, as categorias não possuem limites pré-definidos, e sim funcionam como centros de gravidade em torno de um conceito. Assim, para citar o exemplo clássico, uma pomba, um periquito, um pinguim e um avestruz são todos pássaros, mas a pomba é um exemplar mais típico de pássaro que um avestruz. Quando pensamos em pássaro, é uma pomba que nos vem à caeça, e não um pinguim. A pomba é um protótipo de pássaro.

Mas o que tudo isso tem a ver com CMSs? Bem, CMSs são mecanismos construídos para organizar, guardar e apresentar informações. Acontece que esses mecanismos são quase sempre limitadores. Quem trabalha com internet já deve ter tido alguma experiência negativa com esses sistemas, por motivos como a falta de flexibilidade e escalabilidade.
O que Dan Brown percebeu em seu caminho entre sua casa e o trabalho é que ele poderia olhar para o problema dos CMSs com outros olhos, partindo da teoria de Lakoff. Ele pensou ue o insucesso dos CMSs pode ter sua origem na visão clássica de categorias. Os CMSs são construídos a partir de modelos ideais de conteúdo. Quando o sistema é projetado, pensamos no melhor exemplo de conteúdo que temos e tendemos a projetar pensando apenas nele. Acontece que, como no mundo real, existem gradações de conteúdo e nem todo documento que temos se encaixará tão bem assim no sistema projetado para um protótipo.

Depois de colocar esse novo ponto de vista, ele propôs que o grupo pensasse em soluções novas para os problemas dos CMSs partindo destas idéias. Claro que de lá não saíram idéias concretas, mas falamos sobre mudança de metáforas, redistribuição de trabalho e até de soluções como o Delicious para organizar o conteúdo do mundo.

A palestra terminou com Dan propondo o uso destas idéias para repensarmos outro assunto, a relação entre web 2.0 e arquitetura de informação. Mas como esse também foi o tema de um animado painel, os comentários ficam para outro post.

02.04.06

Fotos de Vancouver

Foto, Pessoal, Flickr, IA summit 2006

Finalmente consegui postar minhas fotos do IA Summit no Flickr.

02.04.06

Primeiro de abril

Google, curiosidades inúteis

Todo ano o google inventa alguma coisa para essa data. A brincadeira dessa vez é o google Romance.