Recebi hoje em uma lista de discussão um link muito interessante sobre um modelo de navegação chamado “Liquid Browsing”. Em princípio, ele pode ser usado em qualquer lista ordenável de dados ou tabela, como, por exemplo, seus e-mails, pasta de arquivos ou músicas.
Na interface cada arquivo é representado por uma bolha no plano onde você escolhe dois modos simultâneos de ordenação, um em cada eixo. É interessante notar que dependendo dos critérios escolhidos, as bolhas podem estar agrupadas, o que dificultaria a seleção de um arquivo específico. A solução encontrada para este problema é a tal navegação líquida, que faz com que a aproximação do mouse crie um movimento liquido que espalha os arquivos.
Nesse ponto acho bom fazer uma pausa e passar os links para o site do projeto, o vídeo exemplo e o protótipo.
Continuei acompanhando os e-mails da lista e fiquei intrigada por todas as respostas terem sido absolutamente negativas. Todo mundo foi taxativo ao afirmar que isso é uma grande besteira, esse tipo de interface não serve para nada mais do que atrapalhar a navegação.
Concordo que a interface é complexa, mas acho que o pessoal esqueceu de perceber que ela também pode ser divertida. O exemplo usado no protótipo exemplifica bem como podemos encontrar novas relações entre os dados mudando os critérios de organização. Esqueceram ainda o mais importante, que essa interface é parte de um estudo que está testando os limites do que podemos fazer com o espaço limitado na tela. Ela pode não ser uma solução agora, mas é o caminho para um questionamento sobre nossas interfaces. E isso já é o maior dos méritos.
Acho que eu devia voltar a estudar…