Recebi em uma lista um link para um artigo muito interessante, On arranging books by color.
O artigo fala sobre os sistemas mais comuns de classificação de livros, como o Dewey Decimal, usado em grande parte das bibliotecas, do sistema da Biblioteca do Congresso americano e de sistemas derivados de outros tipos de problema, como a organização por tamanho visando um melhor aproveitamento do espaço até chegar em seu principal ponto, a organização de livros por cores.
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Um pouco sobre o sistema de Classificação Decimal de Dewey
Não conheço muito a respeito do sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD), mas sei que, como qualquer sistema de classificação, ele impõe uma visão de mundo muito restrita. Por exemplo, nele todos os livros do mundo devem pertencer a uma das seguintes categorias de primeiro nível:
* 000 Computadores, informação e referência geral (Notem que essa categoria já foi modificada para incluir computadores, o que não fazia sentido em 1876 quando o sistema foi inventado.)
* 100 Filosofia e psicologia
* 200 Religião
* 300 Ciências sociais
* 400 Línguas
* 500 Ciência e matemática
* 600 Tecnologia
* 700 Arte e lazer
* 800 Literatura
* 900 História e geografia
O exemplo mais gritante dessa visão particular de mundo é a categoria religião. Livros sobre a religião católica podem ser classificados em mais de 70 números, enquanto que todas as outras religiões do mundo possuem míseros 7 números.
O CDD objetivava ser neutro quando foi criado, e de certo modo foi. Para as pessoas que viviam nos EUA nessa época ele parecia representar todo o conhecimento existente de modo muito claro. Mas quando expandimos o horizonte, podemos ver que não é bem assim. Falei um pouco do sistema CDD justamente para exemplificar essa arbitrariedade dos sistemas de classificação de livros.
Na verdade, é impossível criar um sistema absolutamente neutro e abrangente. Sendo assim, a arbitrariedade da classificação por cores não é um argumento válido para rejeitá-la.
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E onde estão as cores?
Isso tudo me fez lembrar que na época em que eu mudei para meu apartamento atual tentei, sem sucesso, convencer meu marido a arrumar os livros por cores. Inicialmente essa parece ser uma idéia estapafúrdia e completamente sem nexo, mas se você pensar com mais calma, pode ver que tem muito sentido sim.
Nossos livros são, de modo geral, livros de que gostamos muito ou, no mínimo, livros com os quais temos alguma história (mesmo que de ódio). Junte isso ao fato de nossa memória fotográfica ser surpreendentemente boa e você tem um ótimo argumento para esse tipo de organização.
Na tentativa de convencê-lo a reorganizar a estante fiz um pequeno teste, onde ele me perguntou a cor da lombada de alguns livros. Eu acertei todos. E com isso acabo de ganhar o direito de arrumar a estante. Vai ser um longo fim de semana…

Foto de popsie@flickr

Leandro
Bacana! Além do argumento da “memória fotográfica” ser muito importante, a estante fica muito mais bonita. Quando sobrar tempo aqui em casa vou tentar fazer o mesmo!
Ilka
Carol, louca! Eu adoro classificação por cores por que deixa tudo mais bonito mesmo. hehehe Lembra do meu guarda-roupa aberto? Ele era incialmente organizado por cores e em roupas isso funciona mesmo. Agora já virou esculhambação com a chegada de mais um na casa. hehehe bjs
Petitpois » Cores e categorização - como ficou minha estante
[…] Outro dia escrevi aqui sobre diferentes formas de categorização e falei que gostaria de organizar minha estante pela cor da lombada dos livros. Há duas semanas eu finalmente tive tempo para arrumar a estante dessa forma. […]
MrLee
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