Hoje foi meu útimo dia de trabalho na AgênciaClick.
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Pela segunda vez em um intervalo pouco maior que um ano passei por uma situação pouco usual: pedi demissão de um emprego que eu adorava.
Na primeira vez que fiz isso a decisão foi guiada por motivos pessoais. Não tinha razão nenhuma para querer sair da Globo.com, a não ser o fato de ela ser no Rio, longe das pessoas mais importantes da minha vida. Ao mesmo tempo, a proposta que recebi na época era para voltar a trabalhar na AgênciaClick, um lugar conhecido e com pessoas que eu adoro. Não havia um grande risco envolvido e essa mudança possibilitou outras tantas, como o meu casamento.
Agora, não muito tempo depois, eis que me surge outra oportunidade de mudança: fui convidada para trabalhar na TPI (empresa mais conhecida pelo Guia Mais) e começar a área de AI por lá. Apesar de adorar as pessoas, o trabalho e o ambiente na Click, resolvi aceitar essa proposta e encarar esse desafio. Adoro pensar em metodologia e processos, e tenho certeza que essa será uma grande oportunidade para aprender muita coisa.
Nestas últimas semanas, em meio a minha grande indecisão, pensei muito sobre o que é a carreira de arquitetura de informação. Em profissões novas como essa é complicado estabelecer objetivos de crescimento, e muitas vezes temos que criar os cargos que almejamos. Nesse momento resolvi me mexer, sair da rotina e viver uma experiência de trabalho nova. Espero que ela me ajude a compreender melhor meus objetivos como arquiteta de informação.
Acho que todo mundo conhece alguém que, apesar de poder ter acesso à tecnologia, é completamente alienado ao mundo digital. Essas são geralmente pessoas mais velhas, que cresceram em um mundo completamente diferente e não querem - nem conseguem - usar a internet ou e-mails.
É bem provável que alguém da sua família se enquadre nesta descrição, alguém com seu pai ou seu avô, e que você sinta falta de poder enviar e-mails e suas fotos para eles. (Até porque você não pensa nem na possibilidade de enviar uma carta hoje em dia.)
Pensando nesse cenário uma empresa americana lançou o Presto, um serviço de inclusão digital para este público. A empresa oferece uma conta de e-mail diretamente ligada a uma impressora. Novos e-mails para essa conta são impressos automaticamente, sem que o destinatário precise interagir com qualquer tipo de interface.
Achei essa uma idéia muito interessante e posso dizer que o serviço seria muito útil para o meu pai.
Costumo comprar iogurte de uma determinada marca para minha casa. Esse iogurte possui tradicionalmente duas apresentações: bandejas com quatro unidades e potes individuais.
Essa semana, descobri no mercado perto de casa uma nova apresentação, a embalagem econômica, uma bandeja com seis unidades do iogurte em um recipiente de qualidade ligeiramente inferior, por um valor abaixo do tradicional. Me reconheci no termo “econômica” da embalagem e levei essa nova bandeja de iogurte para casa.
Ontem à noite, abri meu iogurte, provei uma colherada e senti algo estranho. O iogurte é da marca de sempre, do meu sabor favorito… mas parecia haver alguma coisa errada com ele. Depois de pensar um pouco descobri: a embalagem. O produto deveria ser exatamente o mesmo, mas essa embalagem diferente estragou seu sabor.
Fiquei me sentindo um pouco ridícula ao perceber o valor que dou, inconscientemente, a uma mera embalagem, mas esse sentimento passou esta manhã ao ver que meu marido teve exatamente a mesma reação que eu ao conteúdo desta nova embalagem.
Algo me diz que essa marca de iogurte deve reconsiderar essa nova apresentação…
Nas minhas andanças por Buenos Aires encontrei uma curiosa exposição de bicicletas. Entre elas existia uma claramente inspirada na obra de Jacques Carelman, um artista francês que imaginou diversos objetos impossíveis.
Conheci o trabalho de Carelman no livro “The Design of Everyday Things” de Donald A. Norman. Este livro, que é uma das mais importantes obras sobre usabilidade, foi lançado recentemente em português pela Rocco como “O Design do dia-a-dia“. O livro original saiu há quase 20 e, nesta época, Norman ainda era muito radical e pregava que a usabilidade era mais importante que outros fatores afetivos na manipulação de objetos. Mesmo assim, sua leitura é mais que recomendada.
E se você ficar um pouco incomodado com esse radicalismo, não deixe de ler em seguida “Emotional Design: Why We Love (Or Hate) Everyday Things“, uma continuação lançada há poucos anos, onde ele apresenta uma visão um pouco mais branda de sua teoria e reconhece a importância de fatores emocionais no nosso relacionamento com objetos do dia-a-dia.
Voltando às bicicletas, nestes dois livros Norman usa diversos objetos impossíveis de Carelman como exemplos extremos de problemas de usabilidade. Já pesquisei bastante na internet sobre ele, mas encontrei apenas este site argentino. Se você souber de mais algum material sobre ele, por favor, me fale.
Não sabe o que me dar de natal? Que tal esse divertido kit de imãs de geladeira que forma uma montanha russa para bolinhas de gude? Horas de diversão garantida.
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Esse brinquedo me fez lembrar desse vídeo com diversas “máquinas” (existe um nome para este tipo de montagem?) retirados de um programa de TV japonês:
Todo mundo que trabalha ou quer trabalhar com arquitetura de informação e desenvolvimento para a internet deve ler este livro. E o lançamento da terceira edição pode ser uma boa razão para você comprá-lo agora.
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Durante o Retreat no Chile, Peter Morville, um dos autores do livro, fez uma apresentação sobre estratégia de negócios. Nela ele discutiu, entre outras coisas, o plano de negócios do Information Architecture Institute e mostrou as adaptações feitas pela comunidade de AI européia para este plano.
Uma das principais características da Europa é sua enorme diversidade cultural. Em um espaço relativamente pequeno podemos encontrar culturas com visões de mundo muito distintas. A língua é só a ponta do iceberg dessa discussão, que vai até os diferentes tipos de classificações básicas envolvidas no pensamento de cada nação. Peter Bogaards, autor de uma apresentação sobre o tema, desenhou uma nova capa para o famoso livro, onde o animal em destaque é uma vaca holandesa.
Aproveitando a deixa da apresentação de Morville, no dia seguinte Jorge Arango fez a sua versão da capa do livro, pensando nas características latino americanas. E o animal escolhido, como não podia deixar de ser, vive em comunidade e possui fortes características sociais. =)
A prefeitura de Mancehester tinha um problema similar ao de muitas grandes cidades: carros de passeio que teimavam em andar nas faixas exclusivas para ônibus. A solução encontrada por eles para este problema já não foi tão convencional assim, e é um belo exemplo dos problemas de usabilidade que um mau design pode causar.
O Retreat no Chile foi realmente muito bacana. O Javier conseguiu reunir muita gente legal em um lugar incrível no Chile e o resultado não podia deixar de ser um grande fim de semana. E, apesar da grande Torre de Babel formada pela diversidade de línguas, conseguimos nos comunicar muito bem.
O evento teve um forte caráter internacional, com participantes do Chile, Brasil, Uruguai, Panamá, México, EUA, Canadá e Espanha, mas foi estranho não encontrar ninguém de outros países latino americanos, como Argentina ou Venezuela.
Essa convivência com arquitetos de outros países mostrou como a realidade da prática de AI é parecida em diferentes lugares. Temos muitas características, problemas e desafios em comum, e não só com nossos colegas latino americanos.
É legal notar que a participação brasileira foi muito importante. O pessoal da Globo.com apresentou diversos cases legais e o Marcelo Barbosa do Terra Forum mostrou uma metodologia muito interessante criada por eles para um projeto do governo.
Não vou falar aqui de todas as palestras em detalhes, pretendo escrever sobre algumas das idéias legais debatidas por lá em outros posts, mas recomendo que você veja as apresentações, que estão disponíveis no site do evento. Aproveite para ver também minhas fotos.
A internet brasileira vai balançar na segunda-feira. Está previsto para o dia 27 o anúncio da fusão entre a Americanas.com com o Submarino. A empresa resultante dessa união será também uma das três maiores plataformas de e-commerce do mundo, com vendas acima de 2 bilhões de reais e valor de mercado superior a 3 bilhões de reais. As duas empresas, que ensaiaram um namoro em 2004, resolveram retomar as negociações há alguns meses. O motivo é óbvio: a concorrência dos sites das grandes lojas, como Ponto Frio e Magazine Luiza.
O Petitpois é o blog onde eu falo um pouco sobre internet, arquitetura de informação, jogos de tabuleiro e que mais der na telha. Espero que você se divirta por aqui.