Depois de uma maratona aeroportuária, que incluiu uma espera de seis horas pelo meu vôo, finalmente estou em casa.
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Gosto muito de São Paulo e, inclusive, escolhi morar nessa cidade. Mas sempre que faço o trajeto entre o aeroporto internacional de São Paulo em Guarulhos e a minha casa, fico um pouco triste. Seis horas de atraso no meu vôo somados ao trânsito na marginal e a vista do rio poluído não ajudaram muito a melhorar essa sensação.
O contraste entre a minha cidade e as que visitei é gritante. E não adianta tentar explicar tudo usando a desculpa de estarmos em “um país em desenvolvimento”. Acabo de voltar de uma viagem pelas principais cidades de dois países latino americanos e estou impressionada com a vida desses locais.
Santiago e Buenos Aires não são cidades ricas, muito pelo contrário, em São Paulo podemos encontrar manifestações de riqueza muito mais opulentes, mas são cidades acolhedoras. Ambas possuem uma quantidade enorme de parques e praças, e sua população parece aproveitar muito bem esses espaços públicos. As principais avenidas possuem jardins e árvores e não apenas postes. Turistas são muito bem recebidos e me senti muito segura andando nas ruas destas cidades.
O dia a dia me faz esquecer um pouco outras possibilidades de vida urbana, mas desta vez não quero apagar essa idéia melhor de cidade. Há de ser possível construir uma rotina mais saudável em meio a tanto concreto.