Tenho percebido uma mania por parte dos blogueiros brasileiros de tentar atrair visitantes a qualquer custo. Não que isso seja um problema em si, eu também adoro ver o número de acessos ao meu blog crescer, mas existem 3 praticas que se espalharam como pragas na blogosfera e me incomodam muito:
Palavras-chave da moda
Volta e meia recebo um e-mail na lista blogosfera falando de um assunto “quente”, que vai atrair visitantes via Google na certa. Uma hora é uma certa rede social online que está fora do ar, outra é a modelo que foi filmada em cenas constrangedoras na praia. Acho que cada um deve escrever sobre aquilo que achar interessante, mas tenho que dizer que achei muito estranho ver diversos post sobre um ditador enforcado em sites de tecnologia que nunca haviam dado uma nota política antes.
Posts que ninguém vai ler
Essa primeira técnica gera outro fenômeno: os posts em que o autor xinga a maior parte de seus visitantes, pois acha que ninguém é inteligente o suficiente para ler todo o texto. Nosso amigo blogueiro escreve um texto forçando uma barra para usar uma palavra-chave da moda: o resultado não podia ser outro, um texto nada interessante e que ninguém vai ler… E depois ele ainda reclama que os leitores são estúpidos e deixam comentários que ele irá ridicularizar. O que me lembra uma outra prática… Memes
Algum autor esperto se apropriou de um conceito científico e criou o que eu acho ser a pior mania da blogosfera atual: os memes. Eles viraram uma praga. Dezenas de blogs reescrevendo o mesmo post. Tem dias que abro dez posts no Bloglines e tenho a sensação de ter lido uma coisa só.
Blogs são conversas, e acho ótimo quando alguém responde a um post com outro. Mas os Memes são posts criados exatamente com esse intuito, quase como uma nova versão das correntes de e-mail. O único objetivo dessas pessoas e ter mais acessos por meio dessa corrente.
E não venha me dizer que esse é um meio de se obter diferentes pontos de vista sobre uma questão. A grande maioria desses post diz exatamente a mesma coisa. E uma das melhores formas de expressar seu ponto de vista é escolhendo o que postar.
O que eu acho que essas pessoas ainda não perceberam que este tipo de atitude compromete a qualidade de seus sites. Entendo que existe muita gente querendo viver de seus blogs, mas queimar o filme com os leitores usuais só para atrair uma massa de gente via buscadores não me parece ser uma estratégia inteligente…
Uma dica um pouco atrasada: O Gene Smith publicou um resumo do artigo “Position Paper, Tagging, Taxonomy, Flickr, Article, ToRead”. O artigo feito por pesquisadores do Yahoo! em conjunto com a Universidade de Berkeley e é uma das primeiras referencias de estudos acadêmicos sobre tags que eu conheço.
Em seu resumo, Gene identifica a taxonomia usada no artigo e forma um guia das possibilidades no universo das tags. Leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto.
Conheci há pouco tempo um projeto muito legal, chamado Worldmapper. Apesar do nome, não se trata de um serviço web 2.0 com algum tipo de interação social sobre mapas, e sim de uma coleção de mapas mundi onde o território de cada país é alterado para representar uma certa informação.
O site tem uma enorme galeria de mapas desse tipo, cobrindo desde temas mais óbvios, como população e riqueza até indicadores sociais e econômicos cuja representação em um mapa não é tão usual. Além disso, o site disponibiliza um PDF de cada mapa com dados mais aprofundados sobre o tema.
As informações exibidas nestes mapas não são nenhuma novidade, mas essa forma de representação traz uma nova perspectiva às diferentes realidades do mundo atual.
Fim de ano é a época de todo tipo de retrospectiva, e com a internet vimos o surgimento de um novo tipo de olhar para o ano que passou: o resumo dos logs de busca do ano. Google e Yahoo! já divulgaram suas buscas mais populares em 2006.
Além de ver os “grandes acontecimentos” do ano do ponto de vista dos milhares de usuários espalhados pelo mundo desses serviços de busca, é curioso comparar a lista de termos mais buscados no Google e no Yahoo!. No primeiro aprece certa variedade de temas, com muitos sites “web 2.0” e eventos de grande porte, enquanto a lista do segundo é dominada por celebridades femininas.
Tenho duas hipóteses para explicar esse comportamento: ou as pessoas escolhem o mecanismo de busca de acordo com o que vão pesquisar ou então quem usa o Yahoo! é o público mais interessado em fofocas… O que você acha?
Fiquei um tempo sem conseguir acompanhar a lista BG-BR (sobre jogos de tabuleiro) e só soube hoje de uma incrível novidade no universo de jogos de tabuleiro brasileiros: a inauguração da Odysseia jogos adultos. A empresa, que fica em Brasília e foi idealizada pelo José Netto, pretende licenciar e lançar no Brasil jogos de tabuleiro para adultos consagrados no exterior.
Além da loja virtual, o projeto inclui um sistema para ajudar a organização de confrarias de jogos pelo país e uma área para venda e troca de jogos. Um conjunto de ações que tem tudo para difundir o hobby pelo país.
E a melhor parte da notícia é que o primeiro jogo já está disponível. O “Arte Moderna” é considerado uns dos melhores jogos de leilão já feitos e é uma das obras primas de Reiner Knizia. E quem já recebeu seu exemplar não poupa elogios à qualidade do material, fato raro em um jogo produzido no Brasil.
Sorte minha que eu deixei o de fora da minha ultima grande compra no exterior… Acabei de fazer meu pedido na Odysseia. Quem sabe ele chega para o natal?
Muito se fala sobre fim da propaganda intrusiva e na busca de novos formatos e mídias. Concordo que propaganda precisa ser repensada, mas os publicitários têm que tomar muito cuidado com os novos formatos. A linha entre o genial e o ridículo pode ser tênue.
Uma empresa americana de papel higiênico criou uma ação imersiva e não observou este detalhe. Eles montaram um grande banheiro público em Times Square (NY), onde há aproximadamente 20 privadas impecavelmente limpas e um suprimento infinito de papel higiênico.
Até aí tudo bem, a idéia parece até interessante. Mas o lugar chega as ser cômico. Na rua há promotores vestidos de privada convidando o público a experimentar… Uma vez no lugar, todos os espaços são cobertos por propaganda, não há um espaço em branco. Deve ser asfixiante sentar em tal privada, como você pode ver no vídeo:
Não consigo pensar em algo mais americano que este banheiro…
Minha crítica pode ser fruto de minha visão externa, mas acredito que uma ação mais discreta e espalhada pelos banheiros público da cidade seria uma alternativa mais simpática a esta ação. Em todo caso, não posso negar seu impacto, que me fez inclusive escrever este post.
É legal ver como o G1 virou referência de jornalismo na internet em tão pouco tempo. Eles conseguiram unir um site muito bom, com uma ótima usabilidade a uma equipe de jornalistas de primeira. Mas nessa matéria eles pecaram em uma coisa: deveriam ter dito qual é a escala de tempo. A animação está claramente em uma velocidade maior que a real, seria muito bom saber qual é o tempo real dos acontecimentos exibidos na tela.
O blog PaulStamatiou preparou um guia muito legal possíveis presentes para quem adora o Flickr. Embora já não dê mais tempo para receber a grande maioria destes produtos aqui no Brasil, vale checar a lista para ter idéias de presentes para você ou para outras ocasiões.
Uma das dicas que eu não conhecia é o Photojojo, um site que reúne um blog e uma loja de produtos relacionados à fotografia. Um dos produtos disponíveis por lá já entrou na minha lista (e pelo vista na do pessoal do Digital Drops também): o Monsterpod, uma evolução do tripé, que perdeu qualquer semelhança com sua forma original. O produto é um disco feito de um polímero capaz de grudar em inúmeras superfícies, como vidros, paredes e árvores. Parece mágica.
O blog Furthermore, da wired, organizou um concurso informal para eleger a melhor citação sobre tecnologia de 2006. O vencedor até agora é essa impagável descrição da internet feita por Ted Stevens, um Senador americano:
“Ten movies streaming across that, that Internet, and what happens to your own personal Internet? I just the other day got… an Internet was sent by my staff at 10 o’clock in the morning on Friday, I got it yesterday. Why? […] They want to deliver vast amounts of information over the Internet. And again, the Internet is not something you just dump something on. It’s not a big truck. It’s a series of tubes. And if you don’t understand those tubes can be filled and if they are filled, when you put your message in, it gets in line and it’s going to be delayed by anyone that puts into that tube enormous amounts of material, enormous amounts of material”
Ou, na minha tradução livre:
“Dez vídeos fluindo por aquela, aquela internet, e o que acontece com a sua própria internet? Outro dia mesmo eu recebi… Uma internet foi enviada para mim pela minha equipe às 10 da manhã na sexta feira, eu recebi ontem. Por quê? […] Eles querem enviar grandes quantidades de informação pela internet. A internet não é uma coisa onde você joga coisas. Não é um grande caminhão. É uma série de tubos. E se você não entende, essa série de tubos pode encher e se encher, quando você coloca sua mensagem neles, ela fica em uma fila e será retardada por qualquer um que coloque nesse tubo quantidades enormes de material, quantidades enormes de material.”
O Techbits já tinha comentado esta incrível citação. Ela é uma ilustração perfeita de como muitas das pessoas que querem legislar sobre a internet – seja aqui no Brasil ou em outros paises – não têm a menor idéia do que estão falando.
Estou voltando a ser criança: comprei uma bicicleta e estou doida para ter um Wii.
Acho que eu não pensava em comprar um video-game há uns 15 anos, mas esse controle com sensor de movimento e o novo paradigma de jogabilidade chamaram minha atenção. Como uma boa parte do meu trabalho é projetar interações… Nada mais justo que testar o brinquedo. Por falar nisso, quem tem um wii por aí e quer me chamar pra jogar? =)
O Petitpois é o blog onde eu falo um pouco sobre internet, arquitetura de informação, jogos de tabuleiro e que mais der na telha. Espero que você se divirta por aqui.