Eu leio muita coisa on-line, mas existem duas revistas que procuro comprar todo mês: a Wired e mais recentemente a Piauí. Sobre a Wired não preciso falar muita coisa. Já a Piauí é uma revista nova que eu não sei definir, mas que traz ótimos textos sobre uma enorme variedade de assuntos. Vale muito a leitura.
Esse mês fiquei muito contente ao ler dois textos de certo modo relacionados e extremamente interessantes, um em cada uma destas revistas.
O texto da Piauí, que infelizmente não está disponível on-line, fala sobre missionários da Sociedade Internacional de Lingüística, ou SIL, que vivem em aldeias isoladas pelo mundo para aprender e registrar suas línguas. A parte polêmica desta iniciativa é que seu objetivo final desse registro é a tradução da bíblia para esses idiomas.
Por um lado, os missionários fazem um trabalho extremamente importante, registram toda a estrutura de idiomas que estão muito provavelmente próximos da extinção e produzem uma enorme quantidade de conhecimento sobre a estrutura das mais diversas línguas. Por outro lado, ao traduzirem a bíblia para estes idiomas, os missionários interferem de um modo irreversível nas culturas em que estão inseridos, propondo uma nova “justificativa de existência” que é, na verdade, impossível de se transpor para uma cultura indígena.
A matéria na Wired vai um pouco mais longe no tempo e fala sobre um fenômeno complementar, o resgate de uma linguagem já esquecida através de uma pesquisa que procura entender o significado dos khipus, uma forma de registro Inca. Os khipus são conjuntos de cordas amarradas entre si que contém diferentes tipos de nós. Até pouco tempo acreditava-se que os khipus eram usados exclusivamente para registro de números, mas, recentemente, um grupo de pesquisadores passou a acreditar na possibilidade destes nós serem uma forma muito diferente de escrita. Os estudos do grupo ainda não são conclusivos, mas se este código for decifrado ele será a porta de entrada para um novo aspecto de uma das culturas mais desenvolvidas que o mundo já viu.

Alexandre Fugita
Olá Carol!
Legal, eu tbém leio adoro ler a Wired. Só acho um pouco cara para os padrões brasileiros. Mas vale à pena!
Interessante o assunto que vc discute no post, vou ler a matéria da Wired com atenção. Qto à matéria da Piauí, não conhecia a revista. Se achar em algum lugar, vou conferir.
Até!
Nick Ellis
Carol, eu te convidei para participar da brincadeira tag, confira no Digital Drops.
http://www.digitaldrops.com.br/drops/2007/01/previsoes_para_2007.html
Bjs, Nick
Please Leave a Comment!