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Petitpois » 2007 » January
Archive for January, 2007
14.01.07

iPhone na grande mídia

Apple

Achei muito legal saber que a capa da revista Veja desta semana trazia o iPhone em destaque… Até ver a capa propriamente dita. Como é possível mostrar um produto famoso por seu design inovador em uma capa como aquela. De onde saiu aquele coelho?

14.01.07

Um projeto pouco convencional

Pessoal

Nesse fim de semana acabei um projeto pessoal que já durava mais de um ano: terminei de montar um quebra-cabeça de 10.000 (é dez mil mesmo, eu não digitei nenhum zero a mais) com o quadro “O Jardim das Delícias” do pintor medieval Hieronymus Bosch. Deu trabalho, mas ficou lindo:

12.01.07

Tabela periodica de formas de visualização

Visualização de informação

Imagine uma coleção de diferentes técnicas de visualização de informação, ordenadas por suas características comuns e com exemplos. Parece interessante… Mas ontem conheci um projeto com essas características que deixou muito a desejar.

Um grupo de uma universidade suíça produziu uma “Tabela Periódica de Formas de Visualização”. A idéia do projeto é organizar diversos métodos de visualização de informação em uma tabela periódica que ressalte suas semelhanças. Apesar dessa premissa interessante o resultado deixou muito a desejar.

Antes de mais nada, a tabela produzida é feia e a interação sobre ela é muito difícil. Os exemplos são muito interessantes, mas falta uma explicação e sugestões de aplicação de cada uma das técnicas. A necessidade de se manter o mouse sobre um elemento para poder ver um exemplo também me incomodou. Além disso, a escolha da metáfora da tabela periódica me pareceu um tanto forçada.

Mas chega de ser chata. De qualquer forma a iniciativa é positiva e a visão geral proporcionada pela tabela é muito interessante. Eu só esperava um pouco mais da aplicação dessas técnicas na própria tabela.

10.01.07

Pequena novidade

Uncategorized, Pessoal, blogosfera

Os leitores mais atentos devem ter observado uma pequena mudança no blog. Pois é, eu resolvi colocar uns anúncios via Adsense por aqui. Não se preocupem com alterações de conteúdo. Não vou, de modo algum, mudar meus textos em função de audiência. Minhas pretensões não são muito grandes. Por um lado, quero testar a ferramenta de publicação do Google (ele pode ser uma referência para um projeto) e, por outro lado, não ficarei triste se conseguir algum dia recuperar o dinheiro que gasto com a hospedagem.

Eu estou fazendo testes com a posição e o formato dos banners. Ainda tenho que ajustar alguns detalhes do layout e farei isso na medida em que meus conhecimentos de programação me permitem.

Fora isso, aceito dicas, sugestões e reclamações.

09.01.07

O sinal do YouTube

Notícias, vídeo

O mais absurdo nessa história de bloqueio do YouTube são os termos usados pela justiça que demonstram uma enorme ignorância sobre o assunto – o que me faz lembrar de uma tal série de tubos… Há uma clara confusão entre os conceitos de vídeo, página e site. E agora o desembargador proferiu mais uma pérola ao mandar “restabelecer o sinal do site YouTube”.

Mais sobre a possível volta do YouTube no BlueBus.

08.01.07

Um pouco de lingüística

categorias e classificações

Eu leio muita coisa on-line, mas existem duas revistas que procuro comprar todo mês: a Wired e mais recentemente a Piauí. Sobre a Wired não preciso falar muita coisa. Já a Piauí é uma revista nova que eu não sei definir, mas que traz ótimos textos sobre uma enorme variedade de assuntos. Vale muito a leitura.

Esse mês fiquei muito contente ao ler dois textos de certo modo relacionados e extremamente interessantes, um em cada uma destas revistas.

O texto da Piauí, que infelizmente não está disponível on-line, fala sobre missionários da Sociedade Internacional de Lingüística, ou SIL, que vivem em aldeias isoladas pelo mundo para aprender e registrar suas línguas. A parte polêmica desta iniciativa é que seu objetivo final desse registro é a tradução da bíblia para esses idiomas.

Por um lado, os missionários fazem um trabalho extremamente importante, registram toda a estrutura de idiomas que estão muito provavelmente próximos da extinção e produzem uma enorme quantidade de conhecimento sobre a estrutura das mais diversas línguas. Por outro lado, ao traduzirem a bíblia para estes idiomas, os missionários interferem de um modo irreversível nas culturas em que estão inseridos, propondo uma nova “justificativa de existência” que é, na verdade, impossível de se transpor para uma cultura indígena.

A matéria na Wired vai um pouco mais longe no tempo e fala sobre um fenômeno complementar, o resgate de uma linguagem já esquecida através de uma pesquisa que procura entender o significado dos khipus, uma forma de registro Inca. Os khipus são conjuntos de cordas amarradas entre si que contém diferentes tipos de nós. Até pouco tempo acreditava-se que os khipus eram usados exclusivamente para registro de números, mas, recentemente, um grupo de pesquisadores passou a acreditar na possibilidade destes nós serem uma forma muito diferente de escrita. Os estudos do grupo ainda não são conclusivos, mas se este código for decifrado ele será a porta de entrada para um novo aspecto de uma das culturas mais desenvolvidas que o mundo já viu.

08.01.07

Padrões em embalagens

Uncategorized

A R.BIRD, uma empresa de design de Nova York, fez uma série de estudos sobre padrões encontrados nas embalagens de diversos tipos de produtos. O resultado é uma série de relatórios muito interessantes que mostram, por exemplo, o que é ser crocante ou fresco nas embalagens disponíveis nos supermercados.

Via Radinho.

04.01.07

Notas soltas sobre conceitos da moda

Arquitetura de Informação, long tail

Nos últimos tempos três livros não específicos dominaram boa parte das conversas sobre arquitetura de informação: The Long Tail (A cauda longa), The wisdom of Crowds (A sabedoria das multidões) e The Paradox of Choice (O paradoxo da escolha). Já li o primeiro, inclusive falei sobre ele aqui, estou na metade do segundo e só li artigos e resenhas sobre o terceiro.

Ontem, lendo um desses artigos, uma entrevista com Barry Schwartz, o autor do The Paradox of Choice, fiquei pensando sobre as relações entre os conceitos descritos nestes 3 livros.

The Long Tail fala sobre uma nova economia, onde mercados de nicho podem ser mais lucrativos do que grande hits devido ao baixo custo de estoque e a possibilidade de se atingir grandes mercados resultantes da integração promovida pela internet. Algumas conseqüências disso são uma maior disponibilidade de produtos e a conseqüente necessidade de filtros que ajudem cada um a encontrar os produtos que lhe agradam em meio a uma infinidade de opções.

O Paradox of Choice, por outro lado, fala sobre como uma grande diversidade de opções pode ser, na verdade, ruim. Ele descreve 3 possíveis efeitos desse fenômeno: paralisia, ou a desistência de se fazer uma escolha; escolhas ruins; e a sensação de se ter feito uma escolha ruim mesmo quando sua opção foi boa. Posso dizer que me identifiquei com esses efeitos. Quantas vezes eu já não me estressei, acreditando que com tantas opções disponíveis, uma teria que ser perfeita…

Em resumo, Chris Anderson, autor do The Long Tail, defende que as pessoas querem ter mais opções, e que isso pode ser uma grande forma de renda em novos modelos de negócios. Por outro lado, Barry Schwartz aponta conseqüências não muito boas advindas da nossa necessidade de escolher entre todas as opções. Como você pode perceber, estes dois pensamentos tão em voga atualmente parecem ser contraditórios… E de certa forma são. O que é ótimo, pois contradições são uma das partes mais interessantes da mente humana.

Pensando no assunto, eu encontrei dois modos de entender melhor essa relação. Podemos, por um lado, entender Long Tail como um fenômeno ligado a bens culturais. Os exemplos citados no livro são, na sua grande maioria, pertencentes a esse meio. Aluguel de filmes, download de músicas, compra de livros… Esses são os mercados que inspiraram a teoria e pode ser que ela seja válida com mais freqüência nesse contexto. Ao mesmo tempo, pode ser que o Paradoxo da Escolha não se aplique tão bem a esse contexto quanto a outros. Bens culturais não competem da mesma forma que sabores de geléias.

Outra forma de entender essa relação é pensar nos dois conceitos como forças opostas, e que, para cada pessoa e mercado existe uma equação ideal de opção X satisfação. Um ponto muito estressado na teoria do Long Tail é a necessidade de filtros que tragam evidência aos conteúdos relevantes de acordo com o perfil de cada um, e isso me leva a pensar nas idéias do terceiro livro da moda: A sabedoria das multidões. Como poderemos criar filtros eficientes para todos os contextos em que estes se mostram necessários? Uma saída pode ser um aproveitamento inteligente da sabedoria coletiva, que no fim das contas, é o que tornou o algoritmo do Google o que ele é hoje.

Eu posso ter falado um monte de besteiras aqui, mas acho que esse assunto ainda merece bastante atenção e eu ainda não vi nenhum artigo que explore a relação entre estes três conceitos. Por falar nisso, alguém tem alguma sugestão?

03.01.07

Click Tale

serviços online

Semana passada recebi um convite para participar do beta teste do Click Tale, um serviço de estatísticas diferente, que grava os movimentos do mouse feitos por visitantes no seu site. Você pode ver vídeos com o caminho exato que os visitantes percorreram no seu site, além das áreas mais clicadas.

Tenho que dizer que para o meu blog, por mais divertido que seja ver esses filmes, o serviço não é muito útil. Mas, para sites de grande porte esse pode ser um novo tipo de teste de usabilidade, constante e a um custo baixo. Um ponto negativo porém, é a questão da privacidade. Não sei como ficaria a política de privacidade de um site comercial usando um serviço como esse.

Outra coisa legal: a empresa têm divulgado estudos feitos a partir dos dados dos participantes do beta em seu blog. O post mais recente fala sobre scroll, e quebra alguns mitos. É claro que a amostra analisada é pequena e não pode contar como um estudo científico, mas os resultados já são bastante interessantes:

91% das páginas vistas apresentava uma barra de scroll;

76% das páginas com scroll foram roladas até algum ponto;

22% das páginas com scroll foram vistas até o fim.