Como me tornei arquiteta de informação
Arquitetura de Informação, Pessoal
Volta e meia alguém me pergunta como eu comecei a trabalhar com Arquitetura de informação. Essa é uma pergunta muito válida, uma vez que não existe uma formação padrão para arquitetos de informação e que não há um caminho certo para a entrada no mercado de trabalho. Junte isso à minha formação -nada convencional- em Ciências Moleculares (?!?) e a única explicação que posso dar é que tive muita sorte.
O Curso de Ciências Moleculares da USP, em princípio, não tem nada a ver com Arquitetura de Informação. Mas depois de dois anos cursando matérias de matemática, física, química e biologia, os alunos podem montar seu currículo com matérias da USP toda de acordo com um projeto de pesquisa. Nessa segunda etapa, acabei cursando uma matéria sobre produção de websites na Eca (USP). Foi lá que conhecei a área e percebi que ela era ideal para mim, interdisciplinar, unindo criatividade e raciocínio lógico.
Resolvi pesquisar sobre o assunto e li bastante coisa, desde o famoso livro do Urso Polar, até sites como o Boxes and Arrows além de muitas listas de discussão. Pouco tempo depois soube do programa de estágio da AgênciaClick. Me inscrevi e acabei passando no processo de seleção, mesmo tendo uma formação tão diferente do que seria esperado para a área.
É claro que eu não aconselharia nenhum futuro arquiteto de informação a estudar ciências moleculares, mas acho que essa formação me trouxe muitas coisas boas. Ao menos eu tenho ferramentas e linguagem para falar com quem programa, e posso entender a lógica envolvida nisso.

