Já estava mais que na hora de eu postar um comentário geral sobre o IA Summit deste ano:
Uma grande diferença entre a edição deste ano e anterior foi a ausência de um tema dominante. Em 2006 todo mundo falava de tags e web 2.0, enquanto esse ano os assuntos pareceram muito mais dispersos.
Outro fato interessante foi a forte presença internacional. Conversei com gente de todos os cantos do mundo, do Canadá à Austrália, passando pelo Japão e pela África do Sul, Noruega, Panamá e tantos outros. A presença de brasileiros também foi grande, foi bem divertido ver o grande interesse de estrangeiros pelo nosso país. E por falar nisso, alguém conhece um podcast que ensine português para estrangeiros?
Sobre Las Vegas eu já falei bastante, mas acabei de ler um texto de Thomas Vander Wal onde ele consegui traduzir o significado dessa cidade de forma precisa: Las Vegas é a tentativa da “first life” rumo a uma “second life”.
E agora vamos ao que interessa, um resumo das palestras que vi:
- Antes da conferência propriamente dita, assisti ao Workshop “Social Information Architecture”, que foi bem interessante e merece um post à parte em algum momento.
- O primeiro dia da conferência começou com a palestra do Joshua Prince-Ramus, um arquiteto de verdade, que foi responsável pelo projeto da famosa biblioteca de Seattle. Sua apresentação foi muito bacana, e ele mostrou um processo de trabalho semelhante os realizado por arquitetos de informação, onde as necessidades e restrições do espaço vêm antes de suas propriedades estéticas.
Saí da sessão maravilhada com o tipo de trabalho realizado por este escritório de arquitetura, mas logo percebi que as coisas não são tão simples quanto aparentam ser em uma apresentação. Esse artigo, por exemplo, traz críticas pertinentes às soluções usadas nesse espaço.
- A segunda palestra do dia foi a “The web that wasn’t” por Alex Wright, sobre a qual já falei por aqui.
- Em seguida assisti a “Information architecture and ethical design” com Olly Wright. Não gostei muito desta apresentação. Achei que as questões éticas propostas por ele estão a anos luz da minha realidade brasileira.
Depois do almoço vi mais quatro palestras:
- “The brave new world: Usability challenges of Web 2.0” onde finalmente pude ver Jared Spool falar ao vivo. A sessão não trouxe nada de novo, mas valeu a pena ver pelo showman que é o apresentador.
- “Best practices for form design” onde Luke Wroblewski falou tudo e mais um pouco sobre design de formulários. Essa foi a sessão mais prática do summit, e apesar de não trazer nenhuma grande idéia ou tratar de temas da moda foi muito interessante. Luke fez um ótimo trabalho e compilou uma série de boas práticas no design de formulários. Seu PPT deve ser lido por todas as equipes de internet.
- Na sessão seguinte, “The conversation gets interesting: Creating the adaptive interface”, Stephen Anderson falou um pouco sobre possibilidades em termos de adaptações de interfaces. As idéias são interessantes, mas ainda precisam ser estudadas com muito cuidado antes de possíveis aplicações.
- Por fim, Are Halland, um AI norueguês, falou sobre sua teoria de núcleos e caminhos em Core+Paths - A design framework for findability.
Eu pretendia fazer um post só falando de todo o Summit, mas esse aqui já está muito longo. Em breve falo mais sobre o segundo e o terceiro dia.
http://seattlepi.nwsource.com/visualart/309029_architecture27.html

Gene
(I’m embarrassed to say I can’t tell if you’re writing in Spanish or Portuguese… Sorry!)
Hi Carolina… I hope there was enough new material in the social IA workshop to keep you interested (I know I covered some of that in Chile). Maybe we’ll catch up again in Miami. Cheers,
Gene
bagyoutrusty
tree frog juicy night
Please Leave a Comment!