Como foi organizar o Ebai?
EBAI
Pra mim, além de de um ótimo evento, o Ebai foi também uma grande realização pessoal. Em março, ao fim do IA Summit (principal conferência sobre AI no mundo), fiquei pensando: “Por que não temos algo assim no Brasil?”. Vi que se alguém tivesse a iniciativa de tocar um projeto como esse, a gente poderia sim ter uma conferência nesses moldes e resolvi levar a idéia adiante.
Assim que voltei pra casa enviei um mensagem para a lista de discussão Aifia-pt lançando a idéia de uma conferência brasileira de AI. Muita gente ficou animada e disposta a ajudar, entre elas o Guilhermo que acabou dividindo comigo a organização. Eu escrevi um projeto para buscar patrocínio e com isso o Guilhermo conseguiu trazer o pessoal da Jump para o projeto.
Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. A Jump já tinha experiência na organização de cursos e palestras, possuía um sistema de inscrições, sabia de todos os detalhes que a gente poderia esquecer e ainda tinha contato com ótimos profissionais -como as meninas da recepção e o pessoal do coffe break. A Miriam, a Júlia e o Marcelo realmente fizeram com que o evento acontecesse.
O passo seguinte foi fazer um site para divulgar o Ebai. E aí entraram vários outros voluntários: o Jeff Camargo, que trabalhava comigo na época criou a marca do Eba!, o Helio Costa resolveu a hospedagem, o Henrique “Revolução.etc” Costa Pereira criou o layout e junto com o Tiago Ayer implementou o site e a Paola Sales contribuiu dando uns pitacos no conteúdo. Em paralelo, o Guilhermo fez algumas modificações e instalou uma ferramenta de gerenciamento de conferências que lidou com as propostas de trabalhos e avaliações.
Site e ferramenta no ar, começou a etapa do envio de trabalhos. Eu acompanhava a chegada das propostas de perto, e uma semana antes do fim do prazo de envio eu estava muito preocupada com a pequena quantidade de trabalhos inscritos. Parece que eu esqueci desse traço cultural brasileiro de deixar tudo para a última hora. Felizmente foi o que aconteceu e no fim tivemos 40 trabalhos inscritos, o que resultou numa programação realmente boa.
Este fenômeno da última hora ainda se repetiu algumas vezes: nas revisões dos trabalhos, nas inscrições e nos patrocínios. E eu continuei preocupada, mas tudo deu certo no final. A ajuda dos revisores também foi inestimável. Graças a eles conseguimos selecionar palestras muito boas e que atenderam a interesses diferentes.
Os patrocínios também chegaram no fim do processo, em um momento essencial para minha paz de espírito -a perspectiva de pagar algum possível prejuízo do meu bolso não era nem um pouco animadora. Felizmente isso não aconteceu. Além da calma financeira, fiquei feliz pelos patrocinadores terem sido duas empresas muito legais. Eu já acompanhava o blog da Mapa Digital (na época Vila Rica) e admirava a empresa. A Try eu conhecia há mais tempo ainda e nesse meio período acabei indo trabalhar por lá.
Eu queria contar como foi o evento e acabei escrevendo uma enorme introdução. Minha descrição dos dois dias de Ebai vai ficar para um próximo post.





