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Petitpois » categorias e classificações
Category Archive 'categorias e classificações'
23.07.07

Tabelas periódicas e mapas de metrô

Visualização de informação, categorias e classificações

É interessante ver como temos uma fascinação por alguns modelos de organização de informação. A tabela periódica e o mapa do metrô de Londres são estruturas que se repetem em diferentes contextos. Em muitos casos elas não trazem nenhuma nova relação entre os dados representados, em outros até agregam algum valor, mas ao menos podemos dizer que essas representações são sempre divertidas.

Essa semana circularam pela internet brasileira dois exemplos deste fenômeno tratando do mesmo tipo de informação: a relação entre os sites mais famosos da atualidade.

O primeiro,”Web Trend Map 2007” foi feito por uma agência japonesa visando ilustrar algumas relações entre as tendências na web para seus clientes. Como qualquer forma de categorizar informações, este mapa explicita algumas conexões mas esconde outras tantas. De qualquer forma, é um excelente ponto inicial para uma navegação exploratória.

Web Trend Map 2007

O segundo, a “Tabela Periódica da Internet” (que eu vi no blog da Lu) é um gráfico interessante e divertido, mas que não acrescenta absolutamente nada ao entendimento do cenário atual da web.

Fora esses exemplos, lembro também de uma “Tabela Periódica de formas de visualização”, que fez um ótimo trabalho em reunir diversas maneiras de exibir grupos de informação, mas que não acrescentou nenhuma relação nova aos dados exibidos.

11.06.07

Everything is miscellaneous

vídeo, categorias e classificações

Quero muito falar sobre as idéias que tenho tido ao ler o novo livro do David Weinberger - Everything is Miscellaneous, mas como tá muito complicado achar um tempo para escrever de verdade, resolvi postar só o vídeo de uma palestra apresentada por ele no Google.

Vale dizer que esse é um dos livros mais interessantes e inteligentes que eu leio em muito tempo.

25.05.07

Sorted Books

categorias e classificações

Adoro brincar com a organização de livros, haja vista a estante da minha casa, e agora encontrei um projeto que vai, para desespero do meu marido, me fazer mudar novamente a ordem dos nossos livros…

O projeto “Sorted books” traz novos olhares a coleções de livros agrupando alguns títulos de modo que, quando lidos em seqüência, formem frases. Por sua vez, essas frases, que me remeteram a hai kais, dizem muito sobre a coleção. Achei esse exemplo genial:

Via Notcot.

15.05.07

Palestra do David Weinberger no Yahoo!

categorias e classificações

David Weinberger, autor do recém lançado “Everything Is Miscellaneous” - já em primeiro lugar na minha lista de compras, participou de uma palestra/conversa no Yahoo! semana passada. O vídeo desse papo já está disponível no Yahoo! User Interface Blog e merece ser visto.

David pensa sobre as conseqüências das novas formas de se publicar e organizar conteúdo nos meios digitais. Ele faz um manifesto contra uma visão de mundo que prega a existência de um modo correto para se organizar as coisas. Tudo é miscelânea pois os arquivos não precisam mais ser organizadas quando são criados, como vem sido feito desde sempre, mas podem ser organizados quando serão consumidos, com filtros e mecanismos de busca cada vez melhores.

Uma das colocações mais interessantes é que o mundo físico traz limitações binárias para os sistemas de classificação. No mundo físico uma coisa só pode estar aqui ou ali, enquanto que no mundo digital um mesmo objeto pode estar em infinitos lugares. Os Arquitetos de Informação já descobriram isso faz tempo, mas acho que nunca paramos para pensar nas conseqüências mais profundas desse fato.

08.02.07

Origem do termo Folksonomy

Arquitetura de Informação, Tags, categorias e classificações

Folksonomy, hoje um termo quase corrente na vida de quem navega pela internet, é um conceito muito novo. Ele foi cunhado por Thomas Vander Wal durante um debate na lista de discussão do  IA Institute e acabou ganhando fama muito além das  rodas de arquitetura de informação.

Quer conhecer melhor essa história? Leia o artigo escrito por Thomas detalhando o surgimento desse termo.
Em tempo: Thomas Vander Wal é um dos responsáveis pelo “Social Information  Arquitecture workshop” antes do IA Summit, junto com Gene Smith e Rashmi Sinha.

01.02.07

Typetalk

categorias e classificações

O Typetalk é o resultado da pesquisa de mestrado de Amy Papaelias sobre a relação entre forma e significado expressos em fontes. O produto final é um conjunto de quatro fontes com personalidades próprias. As fontes entendem o significado do que escrevem e traduzem esse conteúdo para a visão de mundo que as originou.
O trabalho explora tanto a relação entre forma e função quanto a relação entre linguagem e seu contexto social.

Via Notcot.

30.01.07

Vai um cafezinho?

curiosidades inúteis, Pessoal, categorias e classificações

Uma máquina de café um tanto curiosa:

Qual será a diferença entre chocolate con leche, chocolate, chocolate fuerte e leche con chocolate? E cortado (que quer dizer café com leite) e café con leche? Acho que alguém precisa rever a arquitetura de informação dessa máquina…

Em tempo: blog anda um pouco parado porque tive que viajar a trabalho. Estou Em Santiago no Chile desde quarta-feira e com isso não tenho tido muito tempo para postar. Mas não se preocupem, logo eu volto pra casa e o ritmo do blog vai retornar ao normal.

08.01.07

Um pouco de lingüística

categorias e classificações

Eu leio muita coisa on-line, mas existem duas revistas que procuro comprar todo mês: a Wired e mais recentemente a Piauí. Sobre a Wired não preciso falar muita coisa. Já a Piauí é uma revista nova que eu não sei definir, mas que traz ótimos textos sobre uma enorme variedade de assuntos. Vale muito a leitura.

Esse mês fiquei muito contente ao ler dois textos de certo modo relacionados e extremamente interessantes, um em cada uma destas revistas.

O texto da Piauí, que infelizmente não está disponível on-line, fala sobre missionários da Sociedade Internacional de Lingüística, ou SIL, que vivem em aldeias isoladas pelo mundo para aprender e registrar suas línguas. A parte polêmica desta iniciativa é que seu objetivo final desse registro é a tradução da bíblia para esses idiomas.

Por um lado, os missionários fazem um trabalho extremamente importante, registram toda a estrutura de idiomas que estão muito provavelmente próximos da extinção e produzem uma enorme quantidade de conhecimento sobre a estrutura das mais diversas línguas. Por outro lado, ao traduzirem a bíblia para estes idiomas, os missionários interferem de um modo irreversível nas culturas em que estão inseridos, propondo uma nova “justificativa de existência” que é, na verdade, impossível de se transpor para uma cultura indígena.

A matéria na Wired vai um pouco mais longe no tempo e fala sobre um fenômeno complementar, o resgate de uma linguagem já esquecida através de uma pesquisa que procura entender o significado dos khipus, uma forma de registro Inca. Os khipus são conjuntos de cordas amarradas entre si que contém diferentes tipos de nós. Até pouco tempo acreditava-se que os khipus eram usados exclusivamente para registro de números, mas, recentemente, um grupo de pesquisadores passou a acreditar na possibilidade destes nós serem uma forma muito diferente de escrita. Os estudos do grupo ainda não são conclusivos, mas se este código for decifrado ele será a porta de entrada para um novo aspecto de uma das culturas mais desenvolvidas que o mundo já viu.

13.10.06

Cores e categorização - como ficou minha estante

Pessoal, categorias e classificações

Outro dia escrevi aqui sobre diferentes formas de categorização e falei que gostaria de organizar minha estante pela cor da lombada dos livros. Há duas semanas eu finalmente tive tempo para arrumar a estante dessa forma.

Ainda não precisei encontrar nenhum livro na estante, então não sei dizer se essa organização é funcional ou não. Mas uma coisa é certa, a estante ficou muito mais bonita. =)

07.10.06

Aprendendo a falar

Pessoal, categorias e classificações

Minha sobrinha, que é a coisa mais linda do mundo, está aprendendo a falar. O interessante é que, por enquanto, ela só sabe falar 3 “palavras” e elas têm que dar conta de toda sua vontade de se comunicar. Com isso, o significado destas palavras acaba sendo bem mais amplo do que nós esperaríamos.

A primeira dessas palavras é “mama”, que significa, obviamente, mamãe. Mas não para por aí, “mama” também é usado para representar todas as coisas que ela quer, como comida, brinquedos e coisas. Essa é a palavra mais usada por ela. Ela tende a andar apontando as mais variadas coisas e falando “mama”.

Outra palavra usada por ela é  “auau”. “Auau” não representa apenas  cachorros, mas  praticamente qualquer bicho e coisas que voam. Até passarinhos e aviões entram nessa categoria.

A terceira e última palavra de seu vocabulário, “papa”, tem uma função um pouco diferente. Além de representar papai ela é usada como uma interjeição, para chamar a atenção de todos.

Você pode estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com o tema do blog, mas acontece que essa história me fez lembrar da teoria de Lakoff sobre categorias. A comunicação da minha sobrinha é restrita a 3 grandes categorias bem amplas. Vai ser muito interessante observar como a evolução de seu vocabulário irá alterar os agrupamentos pelos quais ela vê o mundo.

E na verdade eu não vejo a hora de vê-la falando Tia ou Luli…

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