Essa não é a primeira vez que venho para os EUA, mas é a primeira (e possivelmente última) que venho para Las Vegas. E com tudo que Vegas significa não pude deixar de reparar em certos detalhes da cultura deste país:
- A primeira coisa que percebi quando saí do avião foi como as pessoas são mais gordas por aqui. Eu me senti dez quilos mais magra. E não é à toa que quase todo mundo está com mais quilos do que gostaria. A comida é muito gordurosa, quase tudo é doce e as porções são enormes. Tive muita dificuldade para comer, não só por ser quase vegetariana, mas principalmente por não ter vontade de enfrentar pratos tão grandes e calóricos. Que saudades dos restaurantes vegetarianos da Vila Madalena…
- Os americanos são muito “germ-conscious”, ou em outras palavras, paranóicos com todo e qualquer tipo de sujeira. Todo lugar possui pequenas máquinas com um gel anticéptico para as mãos. E é claro que essas máquinas, assim como as privadas e torneiras, funcionam com sensores de movimento. Assim não é necessário nenhum contato entre as mãos e o aparelho.
- Outro fato extremamente interessante é ver a quantidade de anúncios de escritórios de advocacia na TV. Todos possuem o mesmo script: mostram um acidente grave, o desespero da vítima tentando conseguir dinheiro com sua seguradora e a solução mágica obtida pelo escritório, que acaba transformando o acidente em golpe de sorte.
Vi muitos outros detalhes rotineiros, mas agora não tenho tempo para detalhá-los. Vou enfrentar uma fila para pedir um gigantesco chafé no Starbucks aqui do aeroporto (tá bom, tá bom, tenho que admitir que eu até gosto desse chafé com leite).