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Petitpois » usabilidade
Category Archive 'usabilidade'
09.02.07

Bad usability calendar

usabilidade

A empresa norueguesa Netlife Research cria há alguns anos o Bad usability calendar (PDF), um calendário com exemplos concretos de má usabilidade. O de 2007 inclui até Ajax…
Decoração obrigatória para a área de trabalho.

14.12.06

É natal…

usabilidade, Pessoal

Em algumas situações eu posso ser um tanto mau humorada. O natal é uma delas. Essa época do ano traz uma conjuntura de fatores que podem me tirar do sério, mas existe uma coisa em especial que realmente me incomoda.

Não é o trânsito enlouquecedor da cidade, causado tanto pela corrida aos shoppings quanto pelas árvores e decorações de natal espalhadas pela cidade. Os engarrafamentos incomodam, mas eu já me habituei ao caos de São Paulo.

Também não são os shoppings e lojas completamente lotados. Destes eu nem chego perto, ainda mais agora que não preciso encarar uma praça de alimentação na hora do almoço.

Uma lista de presentes impossível é outro ponto com o qual eu não sofro. Esse ano bati todos os meus recordes de desapego e não vou comprar presente para ninguém - isso mesmo - ninguém. É claro que eu também não devo receber nada, mas acho a troca muito justa.

O que verdadeiramente me incomoda no natal é algo sobre o que eu não tenho o menor controle: as luzes de natal que teimam em piscar fora de fase. Elas estão em todos os lugares. Sabe aqueles apartamentos que cobrem toda sua sacada com luzes mas esquecem de regular seu tempo? E as casas que envolvem árvores em luzes que parecem estar mancas?

Eu não sou tão chata a ponto de odiar as luzes que não piscam ou até aquelas que piscam em um tempo correto. Mas essas que piscam em tempos errados… Tenho até aflição de pensar. Eu devo ter algum tipo de transtorno obsessivo compulsivo.

E toda essa minha revolta me levou a pensar que este é, no fundo, um problema de usabilidade. Deve ser muito dificil configurar essas luzes de natal. Será que ninguém mais se incomoda com isso e topa pensar uma solução para o problema?

02.12.06

Por que eu não pensei nisso antes

usabilidade

Gosto de observar soluções inteligentes para pequenos problemas do
dia-a-dia. Muitas vezes idéias simples podem melhorar significativamente o uso de algum objeto.

Fim de semana passado fui ao aniversário de um amigo e me deparei com
uma destas soluções. As batidas de frutas do bar onde
estávamos vinham com um canudo diferente, que tem uma espécie de
colher na sua ponta. Com esse canudo, comer as frutas da sua batida
vira uma tarefa infinitamente mais simples.

Se você já viu frustrado tentando equilibrar frutas em um canudo, você deve entender a genialidade dessa idéia, simples e eficiente. Só não entendo como ninguém pensou nisso antes…

28.11.06

Bicicleta impossível

usabilidade

Nas minhas andanças por Buenos Aires encontrei uma curiosa exposição de bicicletas. Entre elas existia uma claramente inspirada na obra de Jacques Carelman, um artista francês que imaginou diversos objetos impossíveis.


Conheci o trabalho de Carelman no livro “The Design of Everyday Things” de Donald A. Norman. Este livro, que é uma das mais importantes obras sobre usabilidade, foi lançado recentemente em português pela Rocco como “O Design do dia-a-dia“. O livro original saiu há quase 20 e, nesta época, Norman ainda era muito radical e pregava que a usabilidade era mais importante que outros fatores afetivos na manipulação de objetos. Mesmo assim, sua leitura é mais que recomendada.

E se você ficar um pouco incomodado com esse radicalismo, não deixe de ler em seguida “Emotional Design: Why We Love (Or Hate) Everyday Things“, uma continuação lançada há poucos anos, onde ele apresenta uma visão um pouco mais branda de sua teoria e reconhece a importância de fatores emocionais no nosso relacionamento com objetos do dia-a-dia.
Voltando às bicicletas, nestes dois livros Norman usa diversos objetos impossíveis de Carelman como exemplos extremos de problemas de usabilidade. Já pesquisei bastante na internet sobre ele, mas encontrei apenas este site argentino. Se você souber de mais algum material sobre ele, por favor, me fale.

24.11.06

A importância do (bom) design

usabilidade, curiosidades inúteis, vídeo

A prefeitura de Mancehester tinha um problema similar ao de muitas grandes cidades: carros de passeio que teimavam em andar nas faixas exclusivas para ônibus. A solução encontrada por eles para este problema já não foi tão convencional assim, e é um belo exemplo dos problemas de usabilidade que um mau design pode causar.

Assista ao vídeo:


Via Good Experience Blog.

23.10.06

Usabilidade x SEO?

usabilidade, Busca

Resolvi falar um pouco sobre SEO e usabilidade depois de perceber que muita gente acredita que estes dois métodos são concorrentes, quando na verdade devem ser pensados em conjunto para que seu site ofereça uma boa experiência a seus clientes.

SEO, ou otimização para mecanismos de busca, é um conjunto de técnicas que visa melhorar o desempenho de um site nos mecanismo de busca. Até aí não temos nenhum conflito com a usabilidade, mas acontece que é possível usar estas mesmas técnicas para enganar os buscadores e alavancar sua audiência artificialmente. Esse tipo de excesso pode causar problemas (não só) de usabilidade e resultar em uma péssima experiência para seus usuários. Vamos a algumas delas:

Meta-dados

Pensar em palavras-chave relevantes para cada uma de suas telas é o primeiro passo para melhorar seu posicionamento nos sites de busca. Escrever descrições (as duas linhas de texto que aparecem nas páginas de resultados) é o passo seguinte. Vale lembrar que as descrições também podem convencer o usuário de que o seu site oferece o que ele procura.

Sabendo da relevância dos meta-dados, algumas pessoas tentam aumentar seu tráfego colocando em seus códigos palavras-chave usadas em buscas populares, mas que não têm nenhuma relação com o conteúdo de seu site, algo como “Sex” ou “Britney Spears” para um site de eletromésticos. Essa tática pode até aumentar a visitação de um site, mas não trará retorno algum, pois as pessoas não vão encontrar pelo que procuraram e vão sair insatisfeitas do site.

Texto bem escrito

Um bom texto, com conteúdo relevante, pode contribuir tanto para seu posicionamento em buscas quanto para a usabilidade do site. Seu texto deve ter a linguagem usada por seus clientes, e não faz mal algum pontuar o texto com algumas palavras-chave. O perigo aqui é querer levar ao pé da letra regras que indicam que quanto maior a concentração de uma palavra mais chance você terá de ser encontrado. Tentar repetir uma mesma palavra 10 vezes em um parágrafo pode até aumentar seu ranking no Google, mas fará com que ninguém consiga ler mais que duas linhas do seu texto.
Código limpo

Dessa parte eu não entendo muito, mas um código limpo, com uma definição clara das classes de conteúdo pode ajudar tanto os mecanismos de busca quanto seus usuários. URls simples também são de grande valia.

Popularidade da página:

Por último, o fator que deve ser o mais importante para um bom posicionamento nas buscas, a popularidade da sua página. Quantos mais sites importantes apontarem para seu site, melhor será sua performance nas buscas.

Mas como fazer para conseguir estes links? Bem, existe uma forma simples e outra não tanto. Se você tem um site bom, que expõe seu conteúdo de forma clara, simples e precisa, você ganhará essa popularidade com o tempo. Mas se você quiser ser espertinho e correr o risco de ser banido dos principais mecanismos de busca, você pode criar páginas fantasmas com inúmeros links apontando para o seu site e tentar assim enganar os algoritmos de buscas. Só não se esqueça que isso é ilegal…

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Mecanismos de SEO fazem com que seu site seja mais facilmente encontrado. Uma boa usabilidade faz com que seus clientes gostem do seu site, utilizem seus serviços e voltem.

O que é melhor: usar várias técnicas de spam para mecanismos de busca e receber milhões de visitas para todo tipo de palavra chave, mas ter taxas de conversão incrivelmente baixas ou ter um site que ninguém consegue encontrar mas tem uma ótima usabilidade e altas taxas de conversão? O lado bom é que você não precisa escolher entre umas dessas alternativas na vida real. Basta entender que SEO e usabilidade são dois importantes aspectos da experiência de seu site e devem ser pensados em conjunto, em todas as etapas do projeto.

11.10.06

O fim do Writely

Google, usabilidade, serviços online

O Google tirou do ar o Writely como conhecíamos e o substituiu pelo novo Google Docs & Spreadsheets. Infelizmente, com essa mudança o Google matou a antiga interface do Writely, que era ótima, e a substituiu por uma interface integrada a de seus outros produtos, como o Gmail.

Acontece que o desenho de interfaces não é a área mais forte do google, e com essa alteração eles acabaram piorando um dos melhores serviços online que eu conhecia. Uma pena.

E eu não sou a única que não gostou dessa mudança.

02.10.06

Porque seu conteúdo deve “sugar”

Arquitetura de Informação, usabilidade

Encontrei hoje no “The interaction designer´s coffe break” um link para o arquivo em áudio de uma palestra do Jared Spool. Ele é um “guru” de usabilidade que faz um contra ponto a muitos pontos polêmicos da visão de Jakob Nielsen.

O título da palestra é “Why your content must suck”, um trocadilho em inglês onde “Suck” pode significar tanto “sugar” quanto “ser muito ruim”. Ele defende que a famosa regrinha de número máximo de cliques para se chegar a um conteúdo é pura bobagem, o que importa é que o usuário seja sempre “sugado” para o conteúdo que deseja ver. E o que faz esse usuário ser sugado? Links claros e que indiquem que ele está no caminho certo, um rastro.

Eu concordo plenamente com essa visão. É muito melhor passar por 10 cliques, sempre sabendo que você está na direção certa, do que ter um conteúdo a 3 cliques e se sentir perdido nesse processo.

Jared também fala sobre o número ideal de letras em um link, o que não é muito relevante para que fala português. O inglês é um língua muito sintética e possui muitas palavras curta com significados precisos, o que não ocorre em nossa língua.

Outro ponto da palestra com o qual eu não concordo tanto é a afirmação que usuários só recorrem à busca quando se sentem perdidos. Acredito que o comportamento em relação ao uso da busca ou navegação depende muito mais da tarefa que o usuário quer completar no site do que da qualidade de sua estrutura de navegação. Por exemplo,  se entro em um site de compras procurando por uma câmera digital específica, vou direto para a busca; se quero pesquisar câmeras digitais, tendo a navegar pelas categorias.

Links direto:

Parte 1 da palestra

Parte 2 da palestra

Apresentação em PDF 

29.08.06

Flickr e geotags

usabilidade, Flickr

O Flickr lançou ontem um serviço há muito anunciado: geotags. O processo que antes era chato e complicado agora se resume a um drag and drop sobre o mapa.

A interface é muito simples e divertida de usar. Agora quero tirar um tempo para organizar todas as minhas fotos de viagens dessa forma.

Leia mais no FlickrBlog.

29.08.06

Cores e categorização

usabilidade, categorias e classificações

Recebi em uma lista um link para um artigo muito interessante, On arranging books by color.

O artigo fala sobre os sistemas mais comuns de classificação de livros, como o Dewey Decimal, usado em grande parte das bibliotecas, do sistema da Biblioteca do Congresso americano e de sistemas derivados de outros tipos de problema, como a organização por tamanho visando um melhor aproveitamento do espaço até chegar em seu principal ponto, a organização de livros por cores.

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Um pouco sobre o sistema de Classificação Decimal de Dewey

Não conheço muito a respeito do sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD), mas sei que, como qualquer sistema de classificação, ele impõe uma visão de mundo muito restrita. Por exemplo, nele todos os livros do mundo devem pertencer a uma das seguintes categorias de primeiro nível:

* 000 Computadores, informação e referência geral (Notem que essa categoria já foi modificada para incluir computadores, o que não fazia sentido em 1876 quando o sistema foi inventado.)
* 100 Filosofia e psicologia

* 200 Religião

* 300 Ciências sociais

* 400 Línguas

* 500 Ciência e matemática

* 600 Tecnologia

* 700 Arte e lazer

* 800 Literatura

* 900 História e geografia

O exemplo mais gritante dessa visão particular de mundo é a categoria religião. Livros sobre a religião católica podem ser classificados em mais de 70 números, enquanto que todas as outras religiões do mundo possuem míseros 7 números.

O CDD objetivava ser neutro quando foi criado, e de certo modo foi. Para as pessoas que viviam nos EUA nessa época ele parecia representar todo o conhecimento existente de modo muito claro. Mas quando expandimos o horizonte, podemos ver que não é bem assim. Falei um pouco do sistema CDD justamente para exemplificar essa arbitrariedade dos sistemas de classificação de livros.

Na verdade, é impossível criar um sistema absolutamente neutro e abrangente. Sendo assim, a arbitrariedade da classificação por cores não é um argumento válido para rejeitá-la.

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E onde estão as cores?

Isso tudo me fez lembrar que na época em que eu mudei para meu apartamento atual tentei, sem sucesso, convencer meu marido a arrumar os livros por cores. Inicialmente essa parece ser uma idéia estapafúrdia e completamente sem nexo, mas se você pensar com mais calma, pode ver que tem muito sentido sim.
Nossos livros são, de modo geral, livros de que gostamos muito ou, no mínimo, livros com os quais temos alguma história (mesmo que de ódio). Junte isso ao fato de nossa memória fotográfica ser surpreendentemente boa e você tem um ótimo argumento para esse tipo de organização.

Na tentativa de convencê-lo a reorganizar a estante fiz um pequeno teste, onde ele me perguntou a cor da lombada de alguns livros. Eu acertei todos. E com isso acabo de ganhar o direito de arrumar a estante. Vai ser um longo fim de semana…

foto de popsie@flickr

Foto de popsie@flickr

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